DEVEMOS CELEBRAR O “ANO NOVO”?

Janus, ou também nomeado como Jano, é uma divindade de origem pré-latina e muito cultuada pelos romanos. Ele é um ídolo que representa a dualidade, o porteiro celestial, senhor das portas e portais, das entradas, das indecisões, dos términos e dos começos, do passado e do futuro, e das transições. Seu mês é Januarius, o primeiro mês do calendário romano, o qual leva seu nome. É um mês que mistura o passado com a promessa do futuro, conforme o início do ano marcado por esse povo.

Dizem que Janus era considerado o “pai dos deuses” e o primeiro a ser cultuado em Roma antes dos outros ídolos das nações. Segundo as lendas, Janus teria sido um homem mortal que viveu na Tessália (Grécia) e ao mudar-se para o Lácio casou-se com a rainha, tornando-se governante. Após sua morte, teria sido divinizado e associado às transições e à dualidade de olhar para trás e para frente. Também se diz que sua consorte era Jana, deusa da Lua e dos caminhos, também representada com duas faces.

Os romanos o cultuavam no primeiro dia de todos os meses e em momentos importantes, como plantio, colheita, casamentos e nascimentos. Seu templo tinha portas voltadas para o leste (onde nascem o sol e a lua) e para o oeste (onde se põem), representando o ciclo do dia e da noite. Nos tempos de guerra, essas portas eram abertas; nos tempos de paz, eram fechadas.

Na tradição chamada Stregheria, Janus é identificado com Ani, um suposto deus do sol, tendo papel importante na virada do ano romano.

“Em todas as épocas, o homem tem se inclinado sobre seu destino, fazendo a si mesmo a tríplice pergunta: ‘Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?’ – Se não podemos ainda antecipar o futuro, é porque não conhecemos a outra face de Janus, a do passado…”

Mas o que dizem as Escrituras?

Todos nós sabemos que nas Escrituras o ano se inicia no mês de Aviv (Nissan):

“Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano.”
Shemot (Êxodo) 12:2

E a criação do homem (Adam) lembramos no sétimo mês do calendário do Eterno, no mês de Etanim (Tishrei), não em janeiro! Ou seja, qualquer celebração de “Ano Novo” fora dessas datas é costume das nações pagãs.

As Escrituras nos advertiram sobre isso:

“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e as instruções…”
Daniel 7:25

E também:

“Não aprendais o caminho das nações, tampouco vos espanteis com os muitos sinais nos céus; porque os costumes das nações são vaidade…”
Yirmeyahu (Jeremias) 10:2-3

“Não procedereis como se faz na terra de Mitsrayim (Egito), onde habitastes, nem fareis como fazem em Canaã, para onde vos levo. Não andeis nos seus costumes.”
Vayicrá (Levítico) 18:3

“Quando entrares na terra que o Eterno, teu Elohim, te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações.”
Devarim (Deuteronômio) 18:9

“Entretanto, em sua rebeldia, ela rejeitou os meus mandamentos e preceitos… preferindo os costumes das nações.”
Yechezkel (Ezequiel) 5:6

“Assim diz o Eterno: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.”
Hitgalut (Apocalipse) 18:4

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis a boa, agradável e perfeita vontade do Eterno.”
Escrito aos Nazarenos em Roma (Romanos) 12:2

Conclusão:

Celebrar o “Ano Novo” em 31 de dezembro para 1º de janeiro é seguir os costumes das nações e honrar um ídolo romano chamado Janus. Quem ama o Eterno, guarda os Seus mandamentos.